
A GreenLight Biosciences dá um novo salto no uso de RNA para a agricultura com uma submissão inédita no Brasil e acelera sua expansão global
A GreenLight Biosciences dá um novo salto no uso de RNA para a agricultura com uma submissão inédita no Brasil e acelera sua expansão global
· A superfamília Tetranychoidea é responsável por mais de 80% das infestações de ácaros nas culturas estratégicas do país.
· O Brasil está fortalecendo sua posição como hub regulatório da empresa na América Latina, tornando-se o primeiro mercado da região a receber o dossiê dessa nova geração de produtos biológicos de proteção de cultivos à base de RNA.
· A empresa faz história novamente ao submeter outra solução inédita baseada em tecnologia de RNA em um período de quatro meses.
· Ensaios de campo indicam controle de 70% a 90%, reforçando o potencial da tecnologia como alternativa sustentável integrada ao manejo de ácaros.
São Paulo, fevereiro de 2026. A GreenLight Biosciences está entrando em uma nova fase de sua plataforma de biológicos à base de RNA ao submeter, no Brasil, o primeiro acaricida biológico de amplo espectro desenvolvido com essa tecnologia. A submissão ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), à Anvisa e ao Ibama marca um marco inédito para o setor: pela primeira vez, um produto de RNA com uma proposta de controle não limitada a uma única espécie, mas voltada às quatro principais espécies-praga da superfamília Tetranychoidea, está sob avaliação regulatória.
Essa submissão posiciona o Brasil como o principal hub regulatório da GreenLight Biosciences fora dos Estados Unidos e viabiliza uma porta de entrada estratégica para a América Latina. O país se torna o primeiro mercado a receber o dossiê dessa nova geração de produtos biológicos de proteção de cultivos à base de RNA, com espectro de controle ampliado. A GreenLight Biosciences torna-se a primeira empresa a submeter duas soluções de RNA no Brasil, tudo isso em um período de quatro meses.
Rompendo o paradigma da ultraespecificidade do RNA
A recente submissão contempla, em uma única solução, o controle de quatro espécies de ácaros de grande importância no mercado brasileiro: Tetranychus
urticae, Panonychus citri, Brevipalpus phoenicis e Oligonychus ilicis. Juntas, essas espécies respondem por cerca de 80% das infestações que afetam culturas estratégicas no Brasil, como algodão, soja, café, citros, feijão, uvas, morangos e hortaliças.
A tecnologia não é OGM (organismo geneticamente modificado), não altera o código genético das plantas nem de outros organismos vivos e preserva organismos benéficos, como abelhas, aves, peixes e plantas não alvo. O RNA se degrada rapidamente no ambiente e foi desenvolvido para atender a critérios rigorosos de segurança ambiental e regulatória.
“Esta é uma evolução direta da plataforma. Continuamos a desenvolver produtos projetados para serem seguros e específicos e, agora, também estamos entregando uma solução de amplo espectro”, afirma Giuvan Lenz, Diretor de Desenvolvimento de Produtos da GreenLight Biosciences.
A importância dos ácaros nas principais culturas do Brasil
Nas principais regiões produtoras do Brasil, os ácaros deixaram de ser um problema secundário e passaram a ser pragas de alto impacto econômico negativo. Por exemplo, no algodão, nos citros e no café, são classificados como pragas primárias, com ocorrências recorrentes safra após safra e danos consistentes à produtividade e à qualidade do produto.
Na soja, a pressão é mais localizada e regional, concentrada principalmente no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul. Nessa cultura, a ocorrência está fortemente associada a condições climáticas adversas, particularmente períodos de estiagem e seca. Embora a incidência no algodão, no café e nos citros tenha permanecido relativamente estável nos últimos anos, a intensidade das infestações aumenta em anos marcados pelo fenômeno La Niña, quando o clima mais seco favorece a multiplicação dos ácaros, um cenário em que a soja também passa a ser mais afetada.
Quando o controle é ineficaz, os impactos no campo são devastadores. No algodão e na soja, os ácaros reduzem a área fotossinteticamente ativa, causam desfolha precoce e levam a uma queda significativa de produtividade. No algodão, além da redução de rendimento, há grandes perdas na qualidade da fibra, especialmente quando a infestação ocorre desde o início do período seco, entre março e abril, quando o fechamento das linhas e a alta densidade do dossel tornam o manejo mais difícil.
Nos citros e no café, o impacto é ampliado pelo papel de certas espécies como vetores de vírus específicos. Brevipalpus yothersi é o principal transmissor do vírus
da leprose dos citros (CiLV-C), uma das doenças mais graves da citricultura, causando lesões necróticas em folhas e frutos, desfolha, morte de ramos e queda prematura de frutos. Panonychus citri, conhecido como ácaro-vermelho dos citros, integra o complexo de ácaros desfolhadores e provoca pontuações nas folhas, redução da fotossíntese e perdas significativas de produtividade.
“No café, além da leprose transmitida pelo Brevipalpus yothersi, Oligonychus ilicis causa bronzeamento das folhas, perda de brilho e queda foliar”, acrescenta Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas para a América Latina da GreenLight Biosciences.
Perdas econômicas reforçam a urgência por novas soluções
As perdas causadas por ácaros variam conforme a cultura, o nível de infestação e o momento do ataque, mas podem ser substanciais por hectare quando o controle não é eficaz:
· Algodão: uma infestação que afete apenas 10% das plantas pelo ácaro-rajado pode levar a uma queda de produtividade de até 20% em arrobas por hectare, segundo dados do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA). Isso impacta diretamente a rentabilidade do produtor, especialmente em safras marcadas por clima mais seco.
· Café: as perdas também podem chegar a até 20% da produção. O impacto é agravado pelo padrão de bienalidade do cafeeiro, já que os danos causados pelos ácaros em uma safra tendem a comprometer o desempenho produtivo no ciclo seguinte, ampliando o efeito econômico ao longo do tempo.
· Citros: as perdas afetam tanto volume quanto qualidade, com redução de até 10% na produção de frutos e queda de até 25% no tamanho médio dos frutos.
· Soja: não há estimativas oficiais consolidadas, refletindo a ocorrência mais sazonal e regional de ácaros nessa cultura.
A disseminação dessas pragas ocorre em meio a um aumento global da resistência a acaricidas, em que mais de 80 ingredientes ativos já apresentaram falhas de controle em pelo menos 60 países, reduzindo as opções disponíveis aos produtores. Nesse contexto, espera-se que o mercado global de biopesticidas à base de RNA alcance US$ 4,6 bilhões até 2034, segundo o relatório RNAi Pesticides Market Segments Analysis.
Base regulatória construída no Brasil e resultados de campo
A submissão no Brasil é respaldada por um conjunto robusto de ensaios conduzidos sob diferentes condições agronômicas. Os testes foram realizados em culturas como algodão, soja, café, feijão, citros e rosas, abrangendo estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.
“Em todos os cenários, o desempenho foi consistente. Os resultados de campo variaram de 70% a 90% de controle, um nível impressionante para pragas conhecidas por sua agressividade e rápida reprodução”, explica Giuvan.
Integração ao manejo de pragas e ganhos agronômicos
Em ensaios de campo realizados no Brasil, a solução de RNA da GreenLight Biosciences apresentou desempenho equivalente aos principais padrões químicos usados no controle de ácaros.
Atualmente, no Brasil, programas de manejo de ácaros em culturas como algodão, citros, café e soja normalmente dependem de quatro ou cinco moléculas diferentes disponíveis no mercado, uma estratégia adotada tanto para garantir eficácia quanto para mitigar riscos de resistência. A nova solução de RNA traz um novo modo de ação e pode substituir pelo menos uma dessas moléculas já em uso, entregando eficácia e ajudando a simplificar o manejo ao ampliar o conjunto de ferramentas disponíveis para o controle de ácaros e seu potencial de integração a programas já adotados no campo, além de viabilizar um uso mais racional de defensivos químicos.
Do ponto de vista do produtor, o principal benefício está em proteger a área foliar. Ao preservar a atividade fotossintética das plantas, o controle eficaz de ácaros se traduz em produtividade, qualidade e maior previsibilidade de resultados ao final da safra. “O impacto positivo da tecnologia tende a ser consistente em todas as regiões produtoras do país, independentemente do nível histórico de pressão de ácaros, consolidando-se como uma solução de ampla aplicabilidade, adaptável às diferentes realidades da agricultura brasileira”, elucida Areadne.
Compatibilidade biológica e estratégia para a América Latina
A partir do Brasil, a GreenLight Biosciences está acelerando uma estratégia estruturada de expansão global que posiciona o país como o hub central de suas operações regulatórias e tecnológicas na América Latina. Além de submeter no Brasil sua solução de RNA para controle de ácaros, a empresa espera avançar, ainda em 2026, com processos de submissão regulatória de suas soluções de RNA para controle de ácaros e de oídio em mercados estratégicos como Argentina,
Chile, México, Peru, países da América Central e a União Europeia, bem como com a comercialização do Fortivance nesses mercados.
Esse movimento é sustentado por um portfólio já validado em mercados-chave. Nos Estados Unidos, a empresa já possui produtos de RNA disponíveis comercialmente, como o Calantha™, a segunda maior solução em participação de mercado no mercado norte-americano, usado para controlar o besouro-da-batata-do-Colorado, e o Norroa™, desenvolvido para controlar o ácaro Varroa destructor, a principal ameaça às abelhas melíferas.
No Brasil, a presença da GreenLight Biosciences já é realidade com o Fortivance™, uma solução biológica voltada a maximizar a eficiência de inseticidas, atualmente disponível no mercado brasileiro e integrada a programas de manejo de pragas. Desde seu lançamento, o produto alcançou aproximadamente 4 milhões de litros vendidos, demonstrando não apenas a expansão geográfica da empresa, mas também a forte adoção de suas soluções pelo mercado agrícola brasileiro.
Com essa nova submissão, a GreenLight Biosciences consolida um marco para o setor. “Este é o primeiro produto à base de dsRNA, de amplo espectro, para pragas agrícolas, uma tecnologia que redefine o papel do RNA no campo e reforça a posição do Brasil como o epicentro da próxima geração de produtos biológicos de proteção de cultivos na América Latina”, conclui Areadne.
Sobre a GreenLight Biosciences
Fundada em 2008, a GreenLight Biosciences está na vanguarda da pesquisa com RNA na agricultura. Ao oferecer soluções baseadas em RNA eficazes e fáceis de usar para agricultores em todo o mundo, a GreenLight Biosciences está viabilizando uma produção de alimentos mais resiliente e ambientalmente protegida. Como líder em RNA para agricultura, a empresa é a única com soluções RNA registradas e aprovadas, no mundo. Inúmeras patentes protegem a plataforma de fabricação da empresa.
Informações para a imprensa:
Glaucia Santos – (15) 98146.5045
Bruna Marconi – (11) 99547.8988
greenlightbiosciences@bursonglobal.com
